Fernando Sodré
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História

Fernando Sodré Reis nasceu em Belo Horizonte no ano de 1977. Vivenciou boa parte da infância em Lagoa Santa, cidade próxima à capital mineira, onde seu pai mantinha uma casa que foi palco de muitas reuniões familiares, rodas de casos e violão. Logo Fernando interessou-se pelo instrumento, os primeiros acordes no violão foram ensinados pelo pai. A partir daí, seguiu estudando sozinho.

Aos 18 anos, Sodré foi tocado pelo timbre incomum que mudaria sua vida. Ao ouvir Renato Andrade dedilhar a viola caipira, encontrou o fio condutor de sua construção musical. - "Aquele instrumento fascinante, que eu não sabia muito bem o que era, mas que me enfeitiçou já nos primeiros acordes." (F.S.)

Seu primeiro mestre na viola foi Sebastião Idelfonso, professor de violão e estudioso de choro. - "Foi uma experiência incrível, pois o professor Sebastião não era um profundo conhecedor da viola, mas viu o meu grande interesse em aprender e decidiu me ensinar." (F.S.) - Após quatro meses em duos chorosos de violão e viola, Sebastião convidou Fernando para uma apresentação na Rádio América, desdobrada em 4 anos de programas semanais. Com ele, teve também sua primeira experiência numa gravação profissional, participando do CD "Centenário de Belo Horizonte" (2000).

Na época, Sodré dividia seu tempo entre o intenso estudo da viola, um trabalho fixo como desenhista de projetos de engenharia e cursinho pré-vestibular. Ingressou no curso de Administração de Empresas, que frequentou por 4 períodos.

Em 2000, uniu sua viola às vozes de Lu e Celinha Braga. A parceria trouxe também aproximação com o estudo do canto, tendo as cantoras como professoras de técnica vocal por 4 anos. Imerso neste universo, abandonou caminhos paralelos à música, passando a tocar em outros grupos artísticos como músico de base. Logo estreou as primeiras apresentações solo.

Em 2001, Fernando iniciou estudos de violão erudito com o professor Alexandre Piló, dedicando-se ao instrumento por 4 anos, paralelamente à viola. Na Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) estudou Composição com o professor Hernesto Haiscmen, Piano com a professora Mayara Campos, e Harmonia e Improvisação com o Professor Alvimar Liberato, ao lado de quem desenvolveu o "Show 10 x 7", com a Viola de 10 Cordas e o Violão de 7 Cordas, em repertórios de choro.

Ainda em 2001, venceu a primeira edição do Prêmio Jovens Instrumentistas BDMG. A premiação incluía aulas e shows com instrumentistas referência no cenário nacional. Foi quando Sodré reencontrou o motivador de sua trajetória na viola, o mestre Renato Andrade, com quem pode desenvolver mais técnicas para o instrumento e realizar importantes experiências de palco.

Em 2003 foi convidado pelo diretor musical Tatá Sympa para integrar um projeto folclórico, com Tatá Sympa (acordeon e piano), Fernando Sodré (viola) e Carlinhos Ferreira (percussão). O contato com este universo favoreceu sua inserção no grupo de projeção folclórica Sarandeiros, iniciativa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com o qual excursionou por diversas cidades brasileiras, além de turnê pela Itália. No mesmo ano, passou também a integrar o "Causos e Violas das Gerais" do SESC-MG, projeto itinerante que divulga a cultura de raiz. Em 10 anos junto ao Causos, Fernando já percorreu mais de duzentas cidades mineiras. Foi também colunista da revista Viola Caipira, escrevendo partituras e conteúdo técnico para o instrumento.

Em 2005, lançou o álbum homônimo "Fernando Sodré". O primeiro disco foi realizado com recursos próprios, contando com a parceria de músicos importantes na trajetória de Sodré, como Lu e Celinha Braga, Ivan Correia, Aloísio Horta, Chico Lobo, Paulo Sérgio Santos, Tatá Sympa, Carlinhos Ferreira, Emília Chamone e Mariana Nunes. Com vozes, viola e grande variedade de instrumentos, o álbum apresenta quatro releituras que já anunciam a diversidade de gêneros visitados por Fernando Sodré. Do choro erudito de Jacó do Bandolim, em "O Vôo da Mosca", versão inédita em viola e clarineta, à cadência de João Pernambuco, em "Graúna", passeando ainda pelo "Brasil Sertão" caipira de Chico Lobo, com visita marcante ao flamenco, ritmo frequente no toque de Sodré, com "2003", de Júlio César. Seis músicas autorais, em parceria com Rafa Duarte, completam o álbum com letras poéticas e melodias elaboradas , que denotam influências da música mineira. O trabalho saiu em turnê por 12 cidades mineiras, através de edital de circulação do programa Conexão Vivo, com Fernando Sodré (viola e voz), Aloísio Horta (contrabaixo), Edson Fernandes (bateria), e Andre Siqueira (guitarra, flauta e violão).

Ainda em 2005, Fernando consolidou em parceria com a Hootz Lutheria a viola de 14 cordas, que confere ao instrumento maior extensão e possibilidades de notas e acordes. Ainda em 2005, venceu o VIII Festival de Inverno de Sanfona e Viola de Mimoso do Sul (Espírito Santo), e participou do projeto "Violas e Histórias de Minas", dividindo o palco com Tadeu Martins e o violeiro Chico Lobo.

O segundo álbum, em 2007, apresenta no título "Rio de Contrastes" a diversidade de abordagens difundida pela viola de Sodré. Agrega ainda mais gêneros por faixa, percorrendo caminhos que vão do jazz ao baião, e consolida a proposta de liberdade favorecido pela música instrumental. Com patrocínio da Petrobrás, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, o disco reúne um time de destaque no cenário instrumental: Thiago do Espírito Santo (contrabaixo), Gabriel Grossi (gaita harmônica), Márcio Bahia (bateria), Daniel Santiago (violão) e a participação especial de Hamilton de Holanda (bandolim de 10 cordas). Com direção musical de Daniel Santiago, "Rio de Contrastes" apresenta oito faixas autorais, parcerias de Fernando Sodré com João Gualberto Júnior e Rafa Duarte, além de "Minas Sul", música de Daniel Santiago e Yamandú Costa. Em 2008, o trabalho saiu em turnê nacional, com ótima aceitação do público e crítica.

Em 2010, Sodré retoma a parceria com Hamilton de Holanda através do projeto Conexão Vivo, participando de importantes festivais de jazz, como JAM no MAM, Savassi Festival, Festa da Música, MIMO, BH Jazz entre outros. Inicia um amplo trabalho de inserção da viola, até então uma ilustre desconhecida deste público, em eventos de música instrumental. Além das aventuras por diversos gêneros musicais, Fernando abre uma temporada de experimentações de sua viola com outras formações, com apresentações por todo o Brasil e também em outros países. Em Buenos Aires, apresenta-se com duo de viola (Fernando Sodré) e contrabaixo (Enéias Xavier). Na Ilha da Madeira e emm Portugal, divulga a viola caipira em Festivais de Jazz. Em 2012, leva ao World Music Panamá a formação base que dá início à criação de seu próximo álbum, em trio com Esdras Neném (bateria) e Enéias Xavier (contrabaixo).

Ainda em 2012, inicia os preparativos para as gravações de “Viola de Ponta Cabeça”, terceiro álbum de sua carreira. Desenvolvido com recursos próprios, o disco foi lançado em Belo Horizonte em junho de 2013. Com arranjos e direção musical do próprio Sodré, acompanham sua viola os músicos Irio Júnior (piano), Esdras Neném (bateria), e Enéias Xavier (contrabaixo). Este último, além de integrar todas as faixas, dirige "Tão Bosco", música de sua autoria. "Party in Olinda", de Toninho Horta, também conta com a participação do autor, que toca guitarra, violão, e igualmente dirige a faixa. O álbum traz influências de toda uma trajetória, apresentando releituras ousadas de clássicos como "Passarim" e "Samba do Avião", de Tom Jobim, "Ponteio", de Edu Lobo, "Lamentos do Morro", de Garoto, e "Jongo", de João Pernambuco. Fernando mostra ainda mais três músicas autorais inéditas: "Chamaminas", "Sagarana" e "Viola de Ponta Cabeça", que dá nome ao trabalho, explicitando a proposta de reinvenção da viola em territórios nunca antes visitados por ela.

Juliana Couri, atualizado em outubro de 2013

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